E mesmo depois de tudo o que já se foi possível vivenciar e sentir, ainda há espaço para incertezas. Nunca sabemos o bastante.
Percebemos o quão poderoso e valioso é o tempo assim que descobrimos que não há mais motivos para se sentir fragilizado - seja por amor, por erro ou então insignificâncias que persistimos em engrandecê-las.
É enigmático o motivo pelo qual preferimos o que está fora do nosso alcance. Não que seja impossível mas sim bem improvável. É uma busca incessante por satisfazer fantasias que talvez nem ao menos venham a nos satisfazer. Mas não se tem essa certeza, então preferimos buscar...Arriscar.
Olhos que vêem de fora rotulam por teimosia o que a quem sente é involuntário.
Felizes são os que, por méritos ou pelo muito que já aprenderam, mantém um relacionamento pleno, onde não são necessárias as lágrimas de um para o sorriso do outro.
Ah se os sentimentos aflorascem através de meios mais simples. E se não fosse da nossa natureza apreciar o complicado?
Insistir...Desistir. A intensidade com que isso nos ocorre é incomparável.
Mas não passamos por isso tudo por acaso, e também não são uma ou duas vezes. Apesar de toda dor, o que fica é um alerta, ou em outras palavras, um aprendizado para que tudo não se repita mais tarde.
Crescemos no momento em que, relutantemente, deixamos de acreditar em contos de fada. Em que traçamos nossos próprios planos, em que nos deparamos com nossas próprias dúvidas e inseguranças, em que sentimos o gosto amargo da luta sem retorno...
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