Com o coração fisgando no peito e os olhos fixando o impasse com que as estrelas se aproximam e se afastam, a música que toca arrepia e faz pensar. Na cabeça fluem pensamentos que talvez estejam determinados a revelar o que aquele coração realmente quer...A revelar as imagens que por aqueles olhos passeiam e o que os mesmos olhos perseguem no céu.
Criam-se devaneios, fruto do pouco que foi vivido ou visto; deste pouco surge a dura, covarde e infiel dúvida que se apresenta em horas inconvenientes e põe em risco o que se faz presente.
Me pergunto se não é invenção essa tal de destino, apenas para amenizar um sentimento. Será que estamos todos "predestinados" a viver esperando por ele? Seria mesmo ele o encarregado de comandar o princípio e o fim de todas as coisas?
É bastante confortável acreditar nele, já que só cabe a nós esperar ele aparecer para as coisas acontecerem...
A cada música, um novo pensamento... Eles vão e vêm, e em meio a tantos deles, os olhos vão se cansando e se permitindo adormecer.
Sem nem ao menos perceber, o tempo me absorve em sonhos, onde não há interrupções...É onde entro no meu próprio mundo.
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