Seria egoístico não se deixar levar por nossas próprias emoções? Não falo em agir impulsivamente, mas sim em confiar um pouco mais em nossa intuição, no que vem de dentro.
Eis que os medos e questionamentos começam a tomar forma no instante em que estamos diante de algo inédito, e põem em risco o fluxo dos acontecimentos.Ao interrompermos impulsos do coração, nos colocamos à prova da razão. Involuntariamente sofremos às custas dessa posição ou, então, não sofremos, mas lamentamos amargamente com a idéia de nunca ter tentado.
Todos, por natureza, têm medo. Medo das coisas mais inóspitas e simplórias às mais grandes. Esse medo impede tantos acontecimentos, e interfere em chances que talvez viriam a nos engrandecer.
Não há como subjulgar os fatos e simplismente acreditar que tudo vai transcorrer da melhor forma, sempre existem riscos. Mas há como dar oportunidade às oportunidades que nos aparecem. Há como se permitir viver coisas diferentes. Essa permissão nos conduzirá, aos poucos, em meio a opiniões e julgamentos, ao que nos submetemos acreditar.
Ao nos depararmos com a novidade e com o medo, simultaneamente, sentiremos o que é certo a fazer. Decidiremos ouvir um pouco melhor nosso interior. Se for para valer a pena ele manda um sinal e pronto, tudo resolvido!
Minhas promessas verbais
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
terça-feira, 26 de outubro de 2010
...o que ja foi
Por vezes me pego imaginando como as coisas transcorriam épocas atrás. Talvez, em certos pontos, haviam grandes dificuldades como acessibilidade ao estudo, trabalho precoce, a comunicação etc., mas mesmo com elas, a própria luta e a conseqüente vitória transformavam-nas em orgulho.
Ao mesmo tempo que as coisas levavam certo tempo para se concretizar, essa espera era chave para que, quando acontecessem, fossem inesquecíveis.
Com a ausência de toda essa "loucura" que nos circunda, me parece que as coisas valiam mais a pena: onde haviam sentimentos de fato durante as conversas viagiadas pelo olhar; onde os olhos se cruzavam e podia-se sentir o calor da presença alheia; onde cada pequeno e simples gesto era considerado.
Acredito que a busca pelo contato fazia sentido: as cartas escritas a próprio punho, com uma intensidade inquestionável; longos e incansáveis passos em prol do encontro tão esperado; o gesto da procura incessante pela mais bela flor de um jardim, sua coleta triunfal e o destino, que viria a ser sua aposta mais desesperadora; a inquietante espera por algum retorno, que poderia render algum tempo.
Mesmo com toda a "dificuldade" daquela época, as coisas aconteciam... E eram intensas.
Hoje, pela facilidade que temos em trocar mensagens com tantas pessoas simultâneamente, gastamos muito do nosso tempo só com palavras. E tantas delas nos enganam, justamente por não transpirarem total confiança.
As batidas nas teclas do computador ecoam no ar demonstrando o quão solitários estamos... E que atire a primeira pedra quem prefere isto a estar em boa companhia.
Não pretendo ser radicalista a ponto de declarar uma aversão ao contato virtual, já que estaria me contradizendo ao fazer uso deste blog. O fato é: os sentimentos devem ser transmitidos à flor da pele...Antes mesmo que terminem.
No momento em que reflito e vejo como as coisas eram, me pergunto se nasci no tempo certo...
Ao mesmo tempo que as coisas levavam certo tempo para se concretizar, essa espera era chave para que, quando acontecessem, fossem inesquecíveis.
Com a ausência de toda essa "loucura" que nos circunda, me parece que as coisas valiam mais a pena: onde haviam sentimentos de fato durante as conversas viagiadas pelo olhar; onde os olhos se cruzavam e podia-se sentir o calor da presença alheia; onde cada pequeno e simples gesto era considerado.
Acredito que a busca pelo contato fazia sentido: as cartas escritas a próprio punho, com uma intensidade inquestionável; longos e incansáveis passos em prol do encontro tão esperado; o gesto da procura incessante pela mais bela flor de um jardim, sua coleta triunfal e o destino, que viria a ser sua aposta mais desesperadora; a inquietante espera por algum retorno, que poderia render algum tempo.
Mesmo com toda a "dificuldade" daquela época, as coisas aconteciam... E eram intensas.
Hoje, pela facilidade que temos em trocar mensagens com tantas pessoas simultâneamente, gastamos muito do nosso tempo só com palavras. E tantas delas nos enganam, justamente por não transpirarem total confiança.
As batidas nas teclas do computador ecoam no ar demonstrando o quão solitários estamos... E que atire a primeira pedra quem prefere isto a estar em boa companhia.
Não pretendo ser radicalista a ponto de declarar uma aversão ao contato virtual, já que estaria me contradizendo ao fazer uso deste blog. O fato é: os sentimentos devem ser transmitidos à flor da pele...Antes mesmo que terminem.
No momento em que reflito e vejo como as coisas eram, me pergunto se nasci no tempo certo...
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Companhia
Por que, às vezes, é tão difícil estarmos sós?
Talvez seja porque nesses momentos nos pegamos procurando respostas para todos os nossos questionamentos, e nesses mesmos instantes nos encontramos frente a frente com nosso subconsciente e nos apegamos ao nosso caos comportamental interior.
Chega a ser covardia querer companhia o tempo todo.Pode-se dizer de passagem que é a incapacidade de encarar nossos próprios conflitos existenciais.
Porém se formos levar em conta toda a magia e todo o poder com que nos deparamos ao estarmos perto de alguém especial, esquecer o singular é mero detalhe.
A questão é que: as melhores sensações que o tato nos permite está conectado ao plural. Implica no contato, nos artifícios que buscam um simples contexto...A felicidade.
A necessidade que temos em dialogar, em compartilhar são chaves para que se reconheçam as impossibilidades de se viver só.
Não me atevo aqui esboçar falsas experiências, já que nunca me senti completamente só, mas me permito transmitir o pouco que já pude presenciar: a solidão tira o brilho, amarga e reduz a pobre vida dos desafortunados que junto dela dividem seus dias. O mais difícil ainda devem ser as lembranças, afinal não se nasce na solidão (ou pelo menos na maioria das vezes não). E então vêm à tona os motivos os quais trouxeram tal destino...
No final, não podemos descartar hipóteses, já que o inesperado se aproxima diante de um futuro oculto. Tudo o que cultivares hoje, serão os frutos do amanhã.
Crie muitos vínculos, a vida é feita disso, a comunicação nos permite isso. Não tema se aproximar das pessoas, não se contente com um só círculo de amizades, queira sempre mais. E o mais importante: valorize sua família, pois serão estes que te acompanharão para sempre, em qualquer circunstâncias.
Muitas vezes, a tua companhia transparece tuas próprias características...
Talvez seja porque nesses momentos nos pegamos procurando respostas para todos os nossos questionamentos, e nesses mesmos instantes nos encontramos frente a frente com nosso subconsciente e nos apegamos ao nosso caos comportamental interior.
Chega a ser covardia querer companhia o tempo todo.Pode-se dizer de passagem que é a incapacidade de encarar nossos próprios conflitos existenciais.
Porém se formos levar em conta toda a magia e todo o poder com que nos deparamos ao estarmos perto de alguém especial, esquecer o singular é mero detalhe.
A questão é que: as melhores sensações que o tato nos permite está conectado ao plural. Implica no contato, nos artifícios que buscam um simples contexto...A felicidade.
A necessidade que temos em dialogar, em compartilhar são chaves para que se reconheçam as impossibilidades de se viver só.
Não me atevo aqui esboçar falsas experiências, já que nunca me senti completamente só, mas me permito transmitir o pouco que já pude presenciar: a solidão tira o brilho, amarga e reduz a pobre vida dos desafortunados que junto dela dividem seus dias. O mais difícil ainda devem ser as lembranças, afinal não se nasce na solidão (ou pelo menos na maioria das vezes não). E então vêm à tona os motivos os quais trouxeram tal destino...
No final, não podemos descartar hipóteses, já que o inesperado se aproxima diante de um futuro oculto. Tudo o que cultivares hoje, serão os frutos do amanhã.
Crie muitos vínculos, a vida é feita disso, a comunicação nos permite isso. Não tema se aproximar das pessoas, não se contente com um só círculo de amizades, queira sempre mais. E o mais importante: valorize sua família, pois serão estes que te acompanharão para sempre, em qualquer circunstâncias.
Muitas vezes, a tua companhia transparece tuas próprias características...
sábado, 17 de julho de 2010
Lembranças
Com dificuldade nos lembraremos dos fatos que fizeram parte de cada fase de nossas vidas. Isso porque os sentimentos se renovam, as faces mudam e os caminhos são diferentes.
Serão lembrados os verdadeiros amigos e até mesmo os que, por algum motivo, conseguiram tocar nossos corações. Serão lembrados os amores antigos, os calafrios, o sofrimento, as alegrias. E será lembrada a infindável aflição da passagem por pontos importantes em nossas vidas.
Às vezes dói um pouco lembrar... Não que as lembranças tragam tristeza, mas sim a saudade, e essa sim é danada.
Peço que lembre com carinho dos momentos especiais, das pessoas carinhosas.
Peço que lembre com amor das pessoas que foram capazes de lhe fazer amar, mesmo que isto não tenha durado para sempre.
E, finalmente, peço que lembre com ternura de todas essas lembranças, guardando-as e sedimentando-as no seu coração para que elas façam parte de sua própria história.
Serão lembrados os verdadeiros amigos e até mesmo os que, por algum motivo, conseguiram tocar nossos corações. Serão lembrados os amores antigos, os calafrios, o sofrimento, as alegrias. E será lembrada a infindável aflição da passagem por pontos importantes em nossas vidas.
Às vezes dói um pouco lembrar... Não que as lembranças tragam tristeza, mas sim a saudade, e essa sim é danada.
Peço que lembre com carinho dos momentos especiais, das pessoas carinhosas.
Peço que lembre com amor das pessoas que foram capazes de lhe fazer amar, mesmo que isto não tenha durado para sempre.
E, finalmente, peço que lembre com ternura de todas essas lembranças, guardando-as e sedimentando-as no seu coração para que elas façam parte de sua própria história.
Sinta...
Escreva e se liberte da monotonia dos pensamentos.
Se solte, descubra seus maiores valores e se apaixone!
Seu coração está apto a receber coisas novas para enriquecer tua alma dia-a-dia, então nem ao menos pisque enquanto o tempo passa.
Abrace, e com os olhos fechados tente sentir cada fragmento de energia transpassando por seu corpo.
Encontre na simplicidade de um sorriso uma resposta.
Decifre em um só olhar o todo.
Faça de cada dia uma nova vida, faça novos planos, crie novos vínculos, aprecie a simplicidade, leve sempre consigo a esperança e um sorriso.
Se solte, descubra seus maiores valores e se apaixone!
Seu coração está apto a receber coisas novas para enriquecer tua alma dia-a-dia, então nem ao menos pisque enquanto o tempo passa.
Abrace, e com os olhos fechados tente sentir cada fragmento de energia transpassando por seu corpo.
Encontre na simplicidade de um sorriso uma resposta.
Decifre em um só olhar o todo.
Faça de cada dia uma nova vida, faça novos planos, crie novos vínculos, aprecie a simplicidade, leve sempre consigo a esperança e um sorriso.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
O que mais se preza sentir
Como o mais puro sentimento, o qual buscamos como refúgio ao longo do tempo, impossível descrever apenas amor.
Não exige faixa etária específica, contudo é o que nos move. A complexidade de situações em que nos envolvems nos traz mais do que sensações, as situações nos envolvem em sentidos e pensamentos e é sabido que quem ama está apto a sofrer.
Ao saírmos de órbita nos encontramos apaixonados, e refletimos: amor e paixão se conjugam no mesmo contexto? Opiniões podem ser divididas, mas paixão e amor apenas se interligam só que não acontecem no mesmo espaço de tempo. Paixão justifica todas as loucuras mas não chega a ser um juramento, o que leva à vida inteira, como um amor verdadeiro.
Diante desse envolvimento entre escolhas, carinhos, decepções, certezas e incertezas prezamos amar constantemente.
"Esse amor carnal ou espiritual acontece por empatia, o Eu Te Amo bem pensado e sentimentalizado não traz arrependimento!"
Não exige faixa etária específica, contudo é o que nos move. A complexidade de situações em que nos envolvems nos traz mais do que sensações, as situações nos envolvem em sentidos e pensamentos e é sabido que quem ama está apto a sofrer.
Ao saírmos de órbita nos encontramos apaixonados, e refletimos: amor e paixão se conjugam no mesmo contexto? Opiniões podem ser divididas, mas paixão e amor apenas se interligam só que não acontecem no mesmo espaço de tempo. Paixão justifica todas as loucuras mas não chega a ser um juramento, o que leva à vida inteira, como um amor verdadeiro.
Diante desse envolvimento entre escolhas, carinhos, decepções, certezas e incertezas prezamos amar constantemente.
"Esse amor carnal ou espiritual acontece por empatia, o Eu Te Amo bem pensado e sentimentalizado não traz arrependimento!"
domingo, 6 de junho de 2010
inCERTEZA
E mesmo depois de tudo o que já se foi possível vivenciar e sentir, ainda há espaço para incertezas. Nunca sabemos o bastante.
Percebemos o quão poderoso e valioso é o tempo assim que descobrimos que não há mais motivos para se sentir fragilizado - seja por amor, por erro ou então insignificâncias que persistimos em engrandecê-las.
É enigmático o motivo pelo qual preferimos o que está fora do nosso alcance. Não que seja impossível mas sim bem improvável. É uma busca incessante por satisfazer fantasias que talvez nem ao menos venham a nos satisfazer. Mas não se tem essa certeza, então preferimos buscar...Arriscar.
Olhos que vêem de fora rotulam por teimosia o que a quem sente é involuntário.
Felizes são os que, por méritos ou pelo muito que já aprenderam, mantém um relacionamento pleno, onde não são necessárias as lágrimas de um para o sorriso do outro.
Ah se os sentimentos aflorascem através de meios mais simples. E se não fosse da nossa natureza apreciar o complicado?
Insistir...Desistir. A intensidade com que isso nos ocorre é incomparável.
Mas não passamos por isso tudo por acaso, e também não são uma ou duas vezes. Apesar de toda dor, o que fica é um alerta, ou em outras palavras, um aprendizado para que tudo não se repita mais tarde.
Crescemos no momento em que, relutantemente, deixamos de acreditar em contos de fada. Em que traçamos nossos próprios planos, em que nos deparamos com nossas próprias dúvidas e inseguranças, em que sentimos o gosto amargo da luta sem retorno...
Percebemos o quão poderoso e valioso é o tempo assim que descobrimos que não há mais motivos para se sentir fragilizado - seja por amor, por erro ou então insignificâncias que persistimos em engrandecê-las.
É enigmático o motivo pelo qual preferimos o que está fora do nosso alcance. Não que seja impossível mas sim bem improvável. É uma busca incessante por satisfazer fantasias que talvez nem ao menos venham a nos satisfazer. Mas não se tem essa certeza, então preferimos buscar...Arriscar.
Olhos que vêem de fora rotulam por teimosia o que a quem sente é involuntário.
Felizes são os que, por méritos ou pelo muito que já aprenderam, mantém um relacionamento pleno, onde não são necessárias as lágrimas de um para o sorriso do outro.
Ah se os sentimentos aflorascem através de meios mais simples. E se não fosse da nossa natureza apreciar o complicado?
Insistir...Desistir. A intensidade com que isso nos ocorre é incomparável.
Mas não passamos por isso tudo por acaso, e também não são uma ou duas vezes. Apesar de toda dor, o que fica é um alerta, ou em outras palavras, um aprendizado para que tudo não se repita mais tarde.
Crescemos no momento em que, relutantemente, deixamos de acreditar em contos de fada. Em que traçamos nossos próprios planos, em que nos deparamos com nossas próprias dúvidas e inseguranças, em que sentimos o gosto amargo da luta sem retorno...
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